"No mundo da luz não existe lugar para o cativeiro da alma." M.V.B.

sábado, 13 de agosto de 2011

MEDO, O MAIOR DOS PARADIGMAS - Márcia Villas-Bôas


Todos falam em mudanças, mas também concordam que mudar é coisa muito lenta e muito difícil e ficam se questionando sobre as causas de tanta dificuldade. 
Penso que as pessoas não mudam por causa do medo, tão fortemente entranhado na alma que até já se acostumaram a dar ênfase ao drama, às catástrofes. Cultivam o trágico e alimentam esse culto todos os dias, ouvindo as tragédias que correm pela mídia, grudados no jornal da TV e ouvindo notícias terríveis acontecendo por todo o mundo e que vão criando em sua alma o medo de uma catástrofe iminente. E isso fecha todos os caminhos, segura qualquer expectativa de uma felicidade duradoura. 
E de onde vem todo esse medo? 
Vem da cultura religiosa que lança idéias mórbidas, que aprisiona as pessoas no medo, que ensina que esse mundo em que vivemos "é um vale de lágrimas" e cultiva também as crenças apocalípticas com o chavão: "De 2000 não passará". Passou. Mas as mentes doentias logo trataram de prorrogar o prazo. Ensina também que é somente através de muito sofrimento que conseguiremos resgatar um mal ancestral. Ou que temos que sofrer para resgatar um carma do qual não temos a mínima lembrança. 
Aos chefes, sejam políticos ou religiosos, não interessa um povo sem medo sobre o qual não conseguiriam impor seu controle. E criaram a idéia de um Deus que tudo vê, que castiga aqueles que não são bonzinhos. Mas, como cidadãos do Universo, somos livres, sem nenhum deus a exigir que sejamos servis. 
Quando a pessoa consegue um pouco de felicidade, fica até com medo porque já lhe ensinaram que... "o que é bom dura pouco". 
Alguém nos ensinou que estamos aqui para curtir a vida, para sermos felizes em todos os dias de nossa existência terrena e termos sucesso naquilo que fazemos? Não!.... 
O que ouvimos com frequência é: "Cuidado... Não vá com tanta sede ao pote! Quem ri hoje, chora amanhã!" 
O que escutamos ao longo da vida? Que a felicidade só chega depois de muito sofrimento e depois de muita ralação.... e talvez nem chegue nessa vida mas, pelo menos, já está garantida uma felicidade futura. A pessoa se encolhe, perde a graça em viver, e fica presa naquele eterno medo do amanhã, tolhe sua criatividade, seus talentos, vendo somente o mal e a negatividade em tudo. 
Esse medo já virou um paradigma, uma síndrome genética, vem de gerações e gerações de pessoas que acreditam no sofrimento, na choradeira. E, como os paradigmas são difíceis de serem quebrados, acreditam que se a pessoa não tiver medo do amanhã, será um irresponsável que não sabe controlar a própria vida. Mas, na verdade, quem não tem o controle de si mesmo são as pessoas que acabam doentes de tanto medo, tanta preocupação com o futuro e suas possíveis catástrofes que acabam mergulhando na depressão ou no pânico; ou criam mentes deformadas, acostumadas a mentirem desde criança para fugirem da repressão ou do castigo. Medo de doença, medo do futuro, medo do apocalipse, medo da morte....        
E se tanto medo não existisse? Se nos ensinassem, desde pequenos, que morrer era a passagem para a grande aventura de uma nova existência, carregando conosco nossa plena consciência e nossas experiências, como seríamos hoje? Como seríamos hoje se nos ensinassem a acreditar em nós mesmos, em nossa força interior, e que somos herdeiros da felicidade e não da dor e do mal? Será que alguém se preocuparia com idéias apocalípticas? Será que existiria a depressão ou a síndrome do pânico? 
Como seria então a nossa vida?... Com certeza, seria uma vida muito mais feliz, plena e cheia de realizações.
Márcia Villas-Bôas



quinta-feira, 11 de agosto de 2011

UMA MENSAGEM PARA HOJE - 11 DE AGOSTO DE 2011


A melhor coisa que você pode fazer
para cultivar a verdadeira sabedoria
é praticar a consciência
de que o mundo é um sonho.
Paramahansa Yogananda



quarta-feira, 10 de agosto de 2011

UMA MENSAGEM PARA HOJE - 10 DE AGOSTO DE 2011


Por mais que sejamos cultos,
por mais que mereçamos,
jamais conseguiremos uma vida melhor
enquanto não possamos imagina-la
e não nos permitamos alcança-la.
Richard Bach




segunda-feira, 8 de agosto de 2011

O AMOR PURO - Amma


O amor puro remove todos os sentimentos negativos. Destruindo todo o egoísmo, não espera nada mas dá tudo. 
Amor puro é um constante deixar ir tudo o que te pertence. 
O que realmente te pertence? Só o ego. 
O amor consome em suas chamas todas as idéias pré-concebidas, preconceitos e julgamentos, tudo aquilo que emana do ego. 
O amor puro nada mais é do que o esvaziar da mente de todos os seus medos e a ruptura de todas as máscaras. Ele expõe o seu Ser como ele realmente é.
Amma


domingo, 7 de agosto de 2011

A VOLTA AO PAI - 4

Encontrarás túneis escuros e sombrios em teu caminho;
e terás que atravessa-los.
Não tentes evita-los seguindo por atalhos,
pois os atalhos não levam a parte alguma;
e terias que voltar novamente ao ponto de partida.
Não temas a escuridão; ela foi feita para a maior glória da luz.
Segue em frente sem medo.
Ao final de cada etapa, sentirás a felicidade da realização.
E à medida que avançares elas se tornarão mais escassas 
e, um dia, não terás mais trevas para atravessar.
Do livro: À sua imagem e semelhança - Márcia Villas-Bôas


sexta-feira, 5 de agosto de 2011

UMA MENSAGEM PARA HOJE - 05 DE AGOSTO DE 2011

A vida não está em algum lugar, esperando por você;
ela está acontecendo em você.
Ela não está no futuro, como uma meta a ser alcançada;
ela é aqui-agora, este exato momento.
Osho


terça-feira, 2 de agosto de 2011

ORAÇÃO DA PAZ - Márcia Villas-Bôas

Deus de todos os universos,
envolve minha consciência
na Tua imensa tranqüilidade,
para que meu coração se acalme
e minha alma possa tocar,
com toda a serenidade,
a alma do Todo.

Dá-me a paz completa e profunda
em todos os momentos da minha vida
e que as coisas do mundo
jamais abalem a calma intensa
que a comunhão com o cósmico me traz.

Deus de todos os universos,
Faze de mim uma extensão consciente
das forças do infinito,
e que minha alma se expanda
muito além do meu corpo físico,
envolvendo-me para sempre na suprema paz
em que os corpos celestes flutuam.
Márcia Villas-Bôas